Comitê de Infraestrutura inicia 2026 com debate sobre projetos estratégicos e mobilidade no Paraná

O Comitê de Infraestrutura do Movimento Pró-Paraná e do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizou, na manhã desta terça-feira (3/3), sua primeira reunião de 2026. O encontro ocorreu em formato híbrido e reuniu membros da entidade e convidados para discutir projetos estratégicos em andamento no Estado.

A abertura foi conduzida pelo vice-presidente do Pró-Paraná e presidente do IEP, Nelson Luiz Gomez, que saudou os presentes e apresentou o tema da reunião, além de introduzir o convidado do dia. Na sequência, o coordenador e o secretário do Conselho de Infraestrutura, Luis Roberto Dantas Bruel e Horário Guimarães, respectivamente, destacaram a trajetória profissional do diretor da Paraná Projetos, Célio Watter, responsável pela exposição.

Watter iniciou a apresentação com um panorama do portfólio de obras estruturadas pela Paraná Projetos, destacando o projeto do Aeródromo de Guaratuba, já concluído, que prevê ampliação da pista e adequações para operação de voos comerciais, e o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu, em desenvolvimento em parceria com a Secretaria de Planejamento, voltado à revitalização de área estratégica e ao fortalecimento do turismo.

Também foi mencionado o estudo de viabilidade para contenção de cheias no Rio Iguaçu, em União da Vitória, além de iniciativas em Curitiba e Fazenda Rio Grande focadas na revitalização de espaços públicos e no estímulo ao desenvolvimento sustentável e econômico local.

Na sequência, Watter detalhou o projeto do Bonde Digital Urbano (BUD), veículo híbrido desenvolvido a partir de estudos sobre sistemas de transporte como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o Bus Rapid Transit (BRT). Segundo ele, o modelo combina características de alta capacidade e padrão ferroviário com maior flexibilidade operacional, ao utilizar trilho virtual e não depender de infraestrutura fixa tradicional.

O BUD já passou por fase de testes em Piraquara e, de acordo com o diretor, os estudos comparativos indicam que o modelo pode representar alternativa mais vantajosa ao Estado em relação a outras soluções de transporte.

Ao apresentar o estudo de caso para a região de Maringá, Watter destacou que o primeiro trecho previsto deve ligar o centro de Sarandi a Maringá. A proposta considera veículos com capacidade para cerca de 260 passageiros, operação com nove unidades e percurso total estimado em 89 minutos. O investimento estimado é de R$ 910 milhões, com cronograma médio de implantação de 24 meses.

A Paraná Projetos também foi representada na reunião pelo analista Diego Zielinski, e a Secretaria de Planejamento do Paraná por Hernani Bergossi.

Ao final, foi aberto espaço para contribuições e considerações dos demais participantes, encerrando o primeiro encontro do ano com debate técnico sobre iniciativas voltadas ao desenvolvimento da infraestrutura e da mobilidade no Paraná.

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