O Comitê de Infraestrutura do Movimento Pró-Paraná (MPP) e do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizou, nesta terça-feira (7), sua 6ª reunião, com foco na apresentação do plano de ação da Compagas para 2026. O encontro deu continuidade à agenda periódica do Comitê, que tem acompanhado de forma contínua as ações da Compagas ao longo dos anos, sendo esta a primeira apresentação após o processo de privatização da companhia.
A abertura contou com a participação do presidente do MPP, Marcos Domakoski, e do presidente do IEP, Nelson Luiz Gomes. A condução dos trabalhos foi realizada pelo coordenador do Comitê, Luiz Roberto Dantas Bruel, responsável pela apresentação do palestrante convidado, Eudis Furtado Filho, diretor-presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagas).
Durante a exposição, Furtado Filho apresentou um panorama das operações da companhia, que atualmente atende mais de 66 mil clientes em 18 municípios paranaenses, com uma rede de aproximadamente 950 quilômetros de extensão. O palestrante destacou a atuação nos segmentos residencial, comercial, industrial e de mobilidade pesada, além do papel estratégico do gás natural e do biometano na competitividade energética e na descarbonização.
Na sequência, foram detalhados os principais projetos previstos para o ciclo de investimentos entre 2024 e 2029, com ênfase na expansão da rede de distribuição no estado. Entre os destaques estão os projetos nas regiões de Londrina e Maringá, a ampliação da infraestrutura em Curitiba e Região Metropolitana, além da implantação de corredores sustentáveis voltados ao abastecimento de frotas pesadas.
Outro ponto relevante foi o projeto de expansão entre Araucária e Lapa, que prevê a construção de cerca de 55 quilômetros de gasoduto, com investimentos próximos a R$ 100 milhões. A iniciativa visa fomentar o desenvolvimento industrial da região, ampliando o acesso a uma fonte energética competitiva e contribuindo para a atração de novos empreendimentos.
O palestrante também abordou soluções logísticas adotadas pela companhia para atender regiões ainda não conectadas à malha principal de gasodutos, como o uso de biometano transportado por caminhões, permitindo a interiorização do fornecimento de gás. Além disso, destacou iniciativas voltadas ao transporte urbano e à redução de emissões, com a utilização de combustíveis mais limpos.
Por fim, foram discutidos desafios do setor, como a volatilidade no custo do gás natural, influenciada por fatores internacionais, e a busca por alternativas energéticas complementares, como o hidrogênio. O encontro foi encerrado com espaço para perguntas e contribuições dos participantes, que ressaltaram a relevância dos investimentos apresentados e o papel da Compagas no desenvolvimento da infraestrutura energética do Paraná.



