Comitê de Infraestrutura debate atualizações do setor elétrico brasileiro

O Comitê de Infraestrutura do Movimento Pró-Paraná (MPP) e do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), discutiu, na reunião semanal realizada nesta terça-feira (5/8), as mais recentes atualizações envolvendo o setor elétrico brasileiro.

Esta semana, a saudação inicial na reunião foi feita pelo presidente do Pró-Paraná, Marcos Domakoski, e pelo presidente do IEP, Nelson Gomez. Seguindo o encontro, o palestrante e responsável pela exposição do tema, Ademar Cury da Silva, engenheiro elétrico e conselheiro do MPP, foi apresentado pelo coordenador do Comitê, Luís Roberto Bruel.

No início da exposição, Cury apresentou dados atualizados da matriz elétrica brasileira, indicando a evolução das fontes elétricas desde 2010, com destaque para fontes de geração hidrelétricas, eólicas, solares centralizadas, térmicas não fósseis, térmicas a gás, dentre outras.

Na sequência, seguindo ainda nos principais números, o convidado trouxe o planejamento indicativo dos setores para a próxima década, principalmente das fontes eólicas e solares centralizadas e para as usinas hidrelétricas.

Falando sobre a situação atual do país, o palestrante expôs que o Brasil possui hoje 248 mil MW instalados, tendo, todavia, uma demanda média de 78 mil MW. Para ele, essa realidade indica para questões de alerta, como a falta de planejamento determinativo, a oferta de energia maior que a demanda (matriz elétrica desbalanceada), excesso de intermitentes e poucas hidrelétricas novas com reservatórios nos últimos 10 anos.

Neste sentido, quanto às necessidades urgentes do setor elétrico brasileiro, o convidado citou a necessidade de uma revisão abrangente do setor, o desenvolvimento de nova ordem comercial para a energia elétrica, a viabilização de novas hidrelétricas e PCHs, a freada das intermitentes até o equilíbrio, a resolução de barreiras ambientais das hidrelétricas e do problema de conexão às distribuidoras.

Por fim, Cury trouxe como sugestão um maior enfoque nos debates sobre Itaipu, trazendo algumas preocupações atuais, com destaque aos principais prejuízos ao estado do Paraná e possíveis ações compensatórias.

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