O Comitê de Infraestrutura do Movimento Pró-Paraná (MPP) e do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizou, na quarta-feira (26/8), sua 25ª reunião, com o tema “Aeroporto Afonso Pena – evolução da concessão e obras da nova pista”. O encontro abordou o andamento da concessão, os investimentos realizados no aeroporto e as etapas previstas para a construção da nova pista de pouso e decolagem.
A abertura contou com a participação do presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski. Na condução dos trabalhos, o coordenador do Comitê de Infraestrutura, Luiz Roberto Dantas Bruel, apresentou os palestrantes Rodrigo Siqueira Abdala, diretor de Contratos de Concessão e Relações Governamentais da Motiva Aeroportos, e Éden Pisani, gerente de Operações do Afonso Pena.
O palestrante Rodrigo Abdala detalhou o andamento da concessão e das obras previstas para o Afonso Pena. Segundo ele, o projeto da nova pista avançou nas etapas de licenciamento e preparação para as obras, com a licença ambiental já obtida e a empresa responsável pela construção contratada. A nova estrutura terá 3 mil metros de extensão e será paralela à pista atual. Abdala também explicou que a capacidade de operação das aeronaves depende de fatores como altitude, temperatura, peso, características da pista e condições de aproximação.
Entre os investimentos realizados, foram citadas intervenções no pátio, pontes de embarque, táxis e estruturas de segurança. Abdala ressaltou que a nova pista representa um dos principais investimentos ainda previstos na concessão e deve ampliar a capacidade operacional do aeroporto, inclusive para aeronaves de maior porte. Também foi informado que a transferência da operação dos aeroportos para a Azul estava em fase final de consolidação, sem alteração dos compromissos previstos no contrato de concessão.
Éden Pisani trouxe um panorama da operação atual do Afonso Pena. Em 2025, o aeroporto movimentou cerca de 6,1 milhões de passageiros e registrou 62 mil movimentos de aeronaves. O terminal possui 112 mil metros quadrados e conta com 62 posições de check-in, seis pontos de inspeção por raio-X, oito controles de passaporte e nove esteiras de bagagem. O gerente também destacou que o aeroporto atende uma área de influência de aproximadamente 8 milhões de pessoas, incluindo municípios do Paraná e regiões de Santa Catarina.
Durante a reunião, também foram discutidas as condições para a ampliação das operações internacionais e a utilização de aeronaves de maior capacidade. Entre os exemplos citados esteve o Airbus A330-800 da TAP, para o qual, segundo as conversas mantidas pela concessionária com a companhia aérea, não estão previstas restrições para operações na nova pista. Os participantes ainda discutiram os próximos passos da obra e os efeitos da ampliação sobre a capacidade e a conectividade do Aeroporto Afonso Pena.



