Comitê acompanha avanços e perspectivas da infraestrutura portuária no Paraná

O Comitê de Infraestrutura do Movimento Pró-Paraná (MPP) e do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizou, na quarta-feira (6/5), sua 9ª reunião com foco no balanço dos últimos sete anos e nas perspectivas de investimentos da infraestrutura portuária para as próximas décadas. O encontro integrou a agenda contínua do Comitê de acompanhamento de temas estratégicos para o desenvolvimento logístico e econômico do estado.

A abertura contou com a participação do presidente do MPP, Marcos Domakoski, e do presidente do IEP, Nelson Luiz Gomes. A mediação foi conduzida pelo coordenador do Comitê de Infraestrutura, Luiz Roberto Bruel, que contextualizou o tema e destacou a importância do planejamento de longo prazo para o setor.

A apresentação foi realizada por Luiz Fernando Garcia da Silva, diretor-presidente da Portos do Paraná, que apresentou um panorama da evolução do setor portuário nos últimos anos e as projeções para as próximas décadas. O palestrante destacou o crescimento de aproximadamente 40% na movimentação de cargas entre 2019 e 2025, antecipando resultados inicialmente previstos para horizontes mais longos.

Durante a exposição, Garcia detalhou investimentos estruturantes, com destaque para o Moegão, projeto voltado à centralização da descarga ferroviária e ao aumento da eficiência operacional do porto. A iniciativa permitirá ampliar a participação do modal ferroviário — atualmente em torno de 20% — e preparar a infraestrutura para suportar o crescimento da movimentação, com projeções que podem alcançar até 100 milhões de toneladas. Também foram apresentados avanços em arrendamentos portuários, expansão de terminais e novos investimentos privados voltados à modernização e ampliação da capacidade instalada.

O palestrante abordou ainda desafios do setor, como a necessidade de maior integração entre modais logísticos, especialmente rodovias e ferrovias, além de entraves relacionados ao licenciamento ambiental e à dinâmica operacional do transporte marítimo, incluindo omissões de escalas. Também foram destacados impactos de fatores externos, como conflitos internacionais, que vêm influenciando o fluxo de cargas e o mercado de insumos estratégicos, como fertilizantes.

Ao término da reunião, foi aberto espaço para perguntas, com manifestações dos participantes sobre temas como a operação do Moegão, a capacidade ferroviária e os efeitos do cenário econômico global. O encontro reforçou a importância da articulação entre setor público, iniciativa privada e entidades técnicas para o avanço da infraestrutura e a competitividade do Paraná.

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