O Comitê de Infraestrutura do Movimento Pró-Paraná (MPP) e do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizou, na quarta-feira (15/7), sua 19ª reunião, dedicada ao tema “O Agronegócio e o Plano Safra 2026/27”. O encontro contou com palestra do presidente do CIEE-PR e membro do Conselho Deliberativo do Movimento Pró-Paraná, Eugênio Stefanelo, e integrou a agenda permanente do Comitê voltada à discussão de temas estratégicos para o desenvolvimento econômico e da infraestrutura do Paraná.
A abertura contou com a participação do presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski, e do presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Nelson Luiz Gomes. Na condução dos trabalhos, o coordenador do Comitê de Infraestrutura, Luiz Roberto Dantas Bruel, deu as boas-vindas aos participantes e apresentou o palestrante, destacando sua trajetória como presidente do CIEE-PR, doutor em Engenharia de Produção, mestre em Economia Rural e engenheiro agrônomo.
Durante a apresentação, Stefanelo fez uma análise do desempenho recente do agronegócio brasileiro e apresentou os principais pontos do Plano Safra 2026/27. O palestrante destacou que o agronegócio continua sendo um dos principais pilares da economia nacional, respondendo por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB), e ressaltou que o crescimento da produtividade no campo tem sido resultado da incorporação de tecnologia e inovação ao longo das últimas décadas. Também apresentou projeções para a produção agrícola, pecuária e para o desempenho das exportações, além de avaliar os impactos do cenário econômico sobre a rentabilidade dos produtores.
Ao abordar o Plano Safra 2026/27, Stefanelo explicou que o volume de recursos disponibilizados totaliza R$610,3 bilhões, com ampliação dos recursos destinados ao Pronaf e redução das taxas de juros para pequenos, médios e grandes produtores. Segundo ele, embora o crédito tenha sido ampliado em algumas modalidades de investimento, permanecem desafios relacionados ao custo de produção, às margens de rentabilidade de diversas culturas e à necessidade de políticas públicas que fortaleçam a competitividade do agronegócio brasileiro. O palestrante também chamou atenção para a importância da agregação de valor à produção agropecuária, destacando o avanço da industrialização do milho para a produção de etanol e seus impactos positivos para a economia paranaense.
Na sequência da reunião, os participantes deram continuidade às discussões sobre a consulta pública da nova concessão da Malha Sul Ferroviária. Foram apresentados os principais pontos do documento elaborado pelo Comitê de Infraestrutura, com propostas voltadas à eliminação de gargalos logísticos, à ampliação da capacidade operacional da ferrovia e à aplicação prioritária dos recursos da outorga em investimentos no trecho Paraná–Santa Catarina. Também foi defendida a criação de uma comissão de acompanhamento da gestão da concessão, nos moldes dos modelos já adotados no setor rodoviário. Ao final, os participantes reforçaram a importância da atuação conjunta das entidades para consolidar as contribuições que serão encaminhadas à ANTT durante a consulta pública.



