Secretário da Fazenda apresenta Fundo Estratégico em evento promovido pelo Pró-Paraná e pela ACP

O Fundo Estratégico do Governo do Estado do Paraná foi tema central de evento realizado no dia 1º de abril, com a participação do secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara, reunindo lideranças do setor produtivo e da sociedade civil na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP). A iniciativa foi promovida pelo Movimento Pró-Paraná em parceria com a entidade anfitriã.

Na abertura, o presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski, destacou os desafios contemporâneos da gestão pública e a importância de iniciativas voltadas ao planejamento de longo prazo. “Vivemos um tempo em que as decisões públicas são frequentemente pressionadas pela urgência – crises, guerras, mudança climática, competitividade acirrada. Por isso, um grande desafio dos governos é justamente preservar a capacidade de pensar no longo prazo. É nesse contexto que ganha importância o Fundo Estratégico do Paraná.” Domakoski também ressaltou a visão estratégica do governo estadual: “Diante das urgências do presente — que não são poucas nem simples de resolver —, a sanção dessa lei revela a visão de longo prazo do governo estadual. Uma visão estratégica para proteger o Paraná nos momentos difíceis e, ao mesmo tempo, financiar oportunidades de crescimento.”

O presidente da ACP, Paulo Mourão, enfatizou o papel da entidade na promoção do diálogo em um cenário de transformações econômicas. “Estamos passando por profundas transformações e o setor produtivo está sentindo mais do que nunca. É nosso papel como associação comercial trazer nomes gigantes como o do secretário Ortigara para dialogar”, afirmou. Ele também destacou a relevância do tema diante das mudanças no sistema tributário: “O Fundo Estratégico é algo inédito e chega em momento fundamental pela implementação da Reforma Tributária, que já está entre nós.”

Fundamentos

Em sua exposição, Ortigara apresentou os fundamentos do Fundo Estratégico e contextualizou sua criação a partir das mudanças no ambiente tributário e econômico. “Na concepção do fundo, pensamos em algo mais amplo, com várias formas de abastecer com recursos para realizar atividades distintas”, explicou. O secretário relembrou o histórico de políticas utilizadas pelo Estado para estimular investimentos, citando exemplos como o da Cidade Industrial de Curitiba. E frisou: com a entrada em vigor do novo modelo tributário em 2032, o Paraná não poderá mais utilizar incentivos fiscais e terá de buscar outras ferramentas para a atração de investimentos. “O fundo estratégico é uma dessas ferramentas e neste mês de abril começa a ser colocado de pé. Será uma alternativa para termos capacidade de disputar, para que o capital local faça mais aportes e o capital de fora venha investir mais conosco.”

O modelo do Fundo Estratégico, segundo o secretário, foi estruturado com base em diretrizes do Banco Interamericano de Desenvolvimento e contempla pilares como enfrentamento de desastres, sustentabilidade fiscal, atração de investimentos e promoção da competitividade, além do desenvolvimento socioeconômico. A estrutura prevê duas frentes principais — uma reserva obrigatória e uma reserva estratégica — voltadas a garantir estabilidade financeira e impulsionar o crescimento de longo prazo no Estado.


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